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Foi um dia comum, estava do pior jeito possível, ou melhor,
não estava tão mal assim, só com um vestido com um remendo, o cabelo mais ou
menos, nada muito bom. Mas, foi nesse dia que o conheci, não como uma novidade,
mas como alguém que conhecesse há muito tempo, só que há muito não nos víamos,
foi difícil encontrar uma explicação, mas foi fácil saber o porquê.
- Seria ele a pessoa com quem passaria muito momentos bons e
muitos ruins, e seria a certeza de tê-lo a meu lado que traria alento às minhas
tristezas compartilhadas e eu seria o alento para as dele.
Ainda assim, no momento em que nos conhecemos
eu não fazia ideia o que viveríamos, e o que seriamos: um em dois, ou dois em
um, não sei como nos definir melhor, só sei que hoje não dá para falar de um
sem que o outro esteja na mesma frase, texto e em cada palavra.
É como uma viagem no tempo, o agora, o ontem e o amanhã em
seus olhos, em nossos olhos. Lembro-me do quanto nós esperamos, tudo que
vivemos em separado como um processo para nos tornarmos quem somos hoje, notas
de uma mesma partitura, em um dueto em uníssono, cantamos a musica da nossa
vida, uma canção que Deus compôs e pôs em nossos ouvidos, e somente neles a
capacidade de reconhecê-la e em nossas bocas a capacidade de cantá-la juntos.
Sei que parece loucura e é uma adorável loucura. Dois loucos
em um mundo lúcido, deliciosa loucura, presente de Deus para que loucos e
juntos pudéssemos viver na plenitude de Seus planos para nós.

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