quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Contos de Amor II ?


Quando te conheci, sabia que era serio, mas eu não queria nada serio, quando você me disse que queria estar comigo por muito tempo eu me apavorei, e falei que não sentia o que na verdade sentia, e me arrependi no minuto seguinte, mas palavras ditas não voltam atrás, e eu tive que me conformar em ver você partir, e agora depois que anos se passaram, eu ainda lembro-me de você e fico imaginando como seria se eu não tivesse medo.
Como seria se você voltasse, se nos encontrássemos de novo?

Não tenho que me fazer estas perguntas hoje, porque se os meus olhos não estão me enganado é exatamente você que está na minha frente, inacreditável, ainda o mesmo sorriso, claro seu rosto está um pouco diferente já não tem aquela expressão de menino, mas ainda é você.
Nossa primeira conversa, e – inacreditável – você se lembra de mim, me diz que eu te devo por esses anos, e eu tenho que confessar que fui uma idiota por ter tido medo e não ter me arriscado por você, continuamos a conversa tentando buscar aquele fio de sentimento que poderia nos unir.

Passamos então a próxima fase: decidimos deixar para trás o que passou e iniciamos uma amizade, afinal, nós somos hoje pessoas bem diferentes do que fomos.
Mas merecemos uma nova chance, mas uma de verdade com calma, sem medos e expectativas, somente amigos talvez, mas conscientes de que nada ficou pra traz.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Contos de amor I



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Foi um dia comum, estava do pior jeito possível, ou melhor, não estava tão mal assim, só com um vestido com um remendo, o cabelo mais ou menos, nada muito bom. Mas, foi nesse dia que o conheci, não como uma novidade, mas como alguém que conhecesse há muito tempo, só que há muito não nos víamos, foi difícil encontrar uma explicação, mas foi fácil saber o porquê.
- Seria ele a pessoa com quem passaria muito momentos bons e muitos ruins, e seria a certeza de tê-lo a meu lado que traria alento às minhas tristezas compartilhadas e eu seria o alento para as dele.
  Ainda assim, no momento em que nos conhecemos eu não fazia ideia o que viveríamos, e o que seriamos: um em dois, ou dois em um, não sei como nos definir melhor, só sei que hoje não dá para falar de um sem que o outro esteja na mesma frase, texto e em cada palavra.
É como uma viagem no tempo, o agora, o ontem e o amanhã em seus olhos, em nossos olhos. Lembro-me do quanto nós esperamos, tudo que vivemos em separado como um processo para nos tornarmos quem somos hoje, notas de uma mesma partitura, em um dueto em uníssono, cantamos a musica da nossa vida, uma canção que Deus compôs e pôs em nossos ouvidos, e somente neles a capacidade de reconhecê-la e em nossas bocas a capacidade de cantá-la juntos.
Sei que parece loucura e é uma adorável loucura. Dois loucos em um mundo lúcido, deliciosa loucura, presente de Deus para que loucos e juntos pudéssemos viver na plenitude de Seus planos para nós.