sábado, 16 de fevereiro de 2013

Era Uma Vez...

Era uma vez... e era sempre assim que as historias começavam, um ponto distante do passado, em um tempo quase incalculável, e era assim com uma bela princesa em perigo, um lindo príncipe para salvá-la, e uns vilões para atrapalhar, e foi assim que Ane cresceu, ouvindo os contos de fadas com seus era umas vezes e seus finais felizes; até o dia em que ela era a princesa em apuros e descobriu que o príncipe que ela imaginava que iria salvá-la e levá-la para longe de toda aquela loucura, era apenas mais um dos vilões e seu feliz para sempre se transformou em uma triste pagina de sua historia.
No meio dessa coisa toda, ela largou seu conto de fadas de lado e resolveu ser a heroína da sua própria vida, e foi nesse ponto que ela encontrou um servo do castelo que até então não havia notado, um bom amigo, sem as roupas caras, sem a pompa e circunstancia do príncipe, mas com um nobre caráter digno de uma realeza, e encontrou nele, Henrique, um parceiro de luta, e o apoio para todas as horas.
Finalmente Ane percebeu que nos verdadeiros contos de fadas, a princesa também salva seu príncipe, que o heroísmo está em lutar a cada dia para fazer valer a pena, que um príncipe de verdade não se distingue pela beleza das roupas que veste, e sim pela nobreza do seu coração.
Talvez o mais importante que ela e ele aprenderam, foi que "felizes para sempre" existe, só que acontece a cada dia quando você escolhe dá mais uma chance ao amor, ao invés de se deixar levar pelas circunstancias inquietantes do dia a dia. e que isso é algo que só se pode ter juntos!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Epílogo

Alguns passos, um carro em alta velocidade, e foi o fim, já não batia o coração descompassado, já não mirava os olhos cheios de sonhos, tão jovem e já não ouvia.
O que deixou? o que ficou de tão breves anos para que os outros se lembrem?
Restam os versos escritos, as frases ditas e os rabiscos em umas folhas de papel. Ficou a vontade de mudar o mundo, ou pelo menos de mudar sua própria vida.
Quantas vezes a cara quebrou, e quantas vezes mais se levantou, e quantos sonhos sonhou, o quanto lutou, o quanto perdeu e aprendeu. Fica a sensação de que ainda restava muito, mas é verdade este foi o fim, não mais virão pores de sol, não mais olhará as estrelas.
Se soubesse quão frágil era a vida... teria vivido mais, se aproximado mais dos outros, teria deixado uma herança melhor, melhores lembranças, uma maior riqueza, se soubesse teria feito a diferença, mais não sabia, nunca quis saber.
E agora, alguns passos e um carro em alta velocidade... que se detém bem a tempo.
Se houve arrependimentos até aqui, hoje é o dia e agora é a hora!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Contos de Amor II ?


Quando te conheci, sabia que era serio, mas eu não queria nada serio, quando você me disse que queria estar comigo por muito tempo eu me apavorei, e falei que não sentia o que na verdade sentia, e me arrependi no minuto seguinte, mas palavras ditas não voltam atrás, e eu tive que me conformar em ver você partir, e agora depois que anos se passaram, eu ainda lembro-me de você e fico imaginando como seria se eu não tivesse medo.
Como seria se você voltasse, se nos encontrássemos de novo?

Não tenho que me fazer estas perguntas hoje, porque se os meus olhos não estão me enganado é exatamente você que está na minha frente, inacreditável, ainda o mesmo sorriso, claro seu rosto está um pouco diferente já não tem aquela expressão de menino, mas ainda é você.
Nossa primeira conversa, e – inacreditável – você se lembra de mim, me diz que eu te devo por esses anos, e eu tenho que confessar que fui uma idiota por ter tido medo e não ter me arriscado por você, continuamos a conversa tentando buscar aquele fio de sentimento que poderia nos unir.

Passamos então a próxima fase: decidimos deixar para trás o que passou e iniciamos uma amizade, afinal, nós somos hoje pessoas bem diferentes do que fomos.
Mas merecemos uma nova chance, mas uma de verdade com calma, sem medos e expectativas, somente amigos talvez, mas conscientes de que nada ficou pra traz.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Contos de amor I



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Foi um dia comum, estava do pior jeito possível, ou melhor, não estava tão mal assim, só com um vestido com um remendo, o cabelo mais ou menos, nada muito bom. Mas, foi nesse dia que o conheci, não como uma novidade, mas como alguém que conhecesse há muito tempo, só que há muito não nos víamos, foi difícil encontrar uma explicação, mas foi fácil saber o porquê.
- Seria ele a pessoa com quem passaria muito momentos bons e muitos ruins, e seria a certeza de tê-lo a meu lado que traria alento às minhas tristezas compartilhadas e eu seria o alento para as dele.
  Ainda assim, no momento em que nos conhecemos eu não fazia ideia o que viveríamos, e o que seriamos: um em dois, ou dois em um, não sei como nos definir melhor, só sei que hoje não dá para falar de um sem que o outro esteja na mesma frase, texto e em cada palavra.
É como uma viagem no tempo, o agora, o ontem e o amanhã em seus olhos, em nossos olhos. Lembro-me do quanto nós esperamos, tudo que vivemos em separado como um processo para nos tornarmos quem somos hoje, notas de uma mesma partitura, em um dueto em uníssono, cantamos a musica da nossa vida, uma canção que Deus compôs e pôs em nossos ouvidos, e somente neles a capacidade de reconhecê-la e em nossas bocas a capacidade de cantá-la juntos.
Sei que parece loucura e é uma adorável loucura. Dois loucos em um mundo lúcido, deliciosa loucura, presente de Deus para que loucos e juntos pudéssemos viver na plenitude de Seus planos para nós.

sábado, 20 de agosto de 2011

Para Contar algo!

è necessário Começar...
o tempo é curto e a vida não espera para passar.
Seguir em frente é sempre uma alternativa, mas nem sempre é a mais fácil.
Seguir em frente então!
Sem olhar para traz, sem esperar mais um segundo.
não dá para esperar.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Jaque e Nando

As vezes o mundo parecia um pouco confuso para Jaqueline, na verdade o mundo sempre era muito confuso, as pessoas e  suas escolhas sem sentido, ela sempre se esquecia que sempre fazia escolhas que se mostravam totalmente sem sentido, como viajar pelas montanhas quando sempre teve o sonho de passar suas férias no litoral. O dia amanhecendo em meio as nuvens desenhando a silhueta de formações rochosas bem antigas, era algo lindo, fazendo com que ela sequer lembrasse que chegou a pensar em não viajar para aquele lugar lindo onde vai passar os próximos trinta dias, ali sozinha observando aquele cenário buscando inspiração para criar suas musicas.

Na primeira noite ouviu o som de passos que pareciam vim das árvores próxima a casa,  - nada de mais – pensou ela tentando acreditar que eram só animais pequenos que passeavam pelo quintal. Porem o som continuava e agora mais nítido, realmente eram passos humanos, e estavam se aproximando. Naquele momento ela não sabia se fugia ou se escondia, acabou não fazendo nem uma coisa, nem outra; foi até a porta e ao abri-la foi revelada a imagem de um homem esportivamente vestido com uma mala na mão. Os dois se olharam com alguma surpresa, que durou pouco, pois o estranho logo se apresentou.

Era Fernando, primo da amiga que tinha emprestado a casa para Jaque, ele logo explicou a ela que a prima também lhe havia emprestado a casa, e única solução era os dois dividirem-na pelo tempo que ficariam ali.

Logo a convivência tornou-se muito agradável a Jaque, aliás esse era o nome pelo qual ele a chamava, e ela se habituou a chamá-lo de Nando, a intimidade entre eles foi aumentando durante o tempo em que estavam ali, e isso foi muito produtivo, principalmente para ela que havia feito varias musicas durante o período.

Na noite do vigésimo nono dia ela tomou consciência de que estava apaixonada por aquele homem, algo que era totalmente novo. Não conseguiu dormir compondo uma musica, uma muito especial, um tributo ao amor, só que pela manhã Nando já não estava lá, tinha ido embora, sem falar com ela deixado apenas um bilhete que dizia:

“o amor é o combustível e a inspiração que você precisa para que as suas musicas toquem o coração daqueles que as escutarem. Você já o tem, não o desperdice com magoas ou rancores, e seja feliz! Eu te amo!

...Nando

Ela chorou, mas não com raiva ou rancor, e sim com uma alegria que ela própria não cria que poderia sentir depois de perder contato com o homem a quem amava. Assim que voltou para sua casa ligou para sua amiga para encontrá-la, e principalmente perguntar sobre Fernando, mas não tocou no assunto quando a encontrou, e como sua amiga também não tinha feito nenhum comentário sobre o fato de ter deixado ele ir para lá na mesma época que ela.

A musica que Jaqueline fez durante aquela noite de insónia acabou tornando-se um grande sucesso, sendo gravada por vários interpretes famosos. E sempre que a autora é questionada sobre a historia por trás da musica, ela diz que foi um anjo que apareceu em sua vida para acordar seu coração e que suas almas estão sempre juntas mesmo que não passa encontrá-lo novamente.

Lembranças de uma estrela

Agora eu estou sozinha, em um quarto escuro, as janelas têm grades, na cama só tem um colchão duro e um lençol branco pálido. É meu primeiro dia aqui, dizem que estou maluca, mas, como posso ser maluca se só tenho 18 anos, e nunca fiz nada de errado, bem, quase nada. Colocaram-me aqui como se prende um canário de quem não se quer ouvir o canto. Tento sair, mas não posso os de branco me impedem e me dão uns comprimidinhos que me deixam mole, - o que está acontecendo comigo?  Eu não posso ficar aqui com essas pessoas que não me conhecem.

Já não estou, mas sozinha, estou com os anjos, eles me levam a voar no infinito, vou para o céu com as estrelas, será que elas brilham mais do que eu? Não posso acreditar que simples poera cósmica valia mais do que eu.

Acordo, ainda estou nesse quarto o sol brilha forte, hoje eu perguntei a ele por que tenho que ficar aqui presa e ele ai livre tão longe mesmo para me ajudar, sinto seu calor como reposta, mas o que ele realmente diz?

Levam-me para fora, ou será que foi para dentro, para dentro do inferno. Todos olham para o lado onde não há nada, seus olhares são tão vazios com o mundo dentro de si. Eu não consigo me imaginar como eles, eu não posso ser doida, não sou eu sei o que posso fazer para eles entenderem... Eu me debato, eu grito, eu corro, mas logo estou de volta ao quarto e ao céu com os anjos. Eles falam comigo coisas sem sentido que eu não posso responder, dizem por que que eu estou triste e agora sim eu respondo que estou triste por estar aqui sozinha, eles me dizem que não estou sozinha, que estou com eles. Quando volto ao quarto tem alguém aqui comigo, ele diz que é meu amigo e que posso confiar nele e que devo contar-lhe tudo o que sinto, penso em contar, e, começo a fazê-lo, mas como pode ser meu amigo se nem olha nos meus olhos, parece que tem medo de mim, está sempre olhando para o relógio e me faz perguntas sem sentido, pergunto a ele: - você tem medo? Surpreendentemente ele me responde que sim, mas que não tem importância o que ele sente e sim o que eu sinto. Falo então que não sinto nada e que queria sair daqui, agora ele parece triste e diz que eu não posso sair agora, mas que logo poderei que eu deveria descansar. Me trazem comida, comida?!  Como pode ser comida, uma sopa rala, com uma gelatina sebosa e um suco sem graça, os de branco me disseram que se eu me comportar bem vou poder comer com os outros, que outros?! Não existem outros, só existe eu nesse inferno, todos parecem de Júpiter, os de branco trazem mais comprimidinhos que me levam ao céu com os anjos.

Terceiro dia, e hoje eu tomei café da manhã com os de júpiter, não foi tão mau, a comida pelo menos era melhor, continuava sozinha, mas depois eu iria voltar a conversar com os anjos e eles eram meus amigos, mesmo assim eu estava triste. Levaram-me para tomar banho, os de branco, eu gosto de sentir a água do chuveiro caindo no meu rosto me acorda. Agora eu posso andar pelos corredores, mas, o que eu queria era ir para o jardim, um de branco, que parece bonzinho, diz que amanhã ele me leva; agora sim, eu fiquei feliz vou poder ver as flores, as aranhas, as borboletas, será que elas ainda lembram-se de mim?

Depois do jantar vou para o quarto e vou ver os anjos, mas eles não estão, mas lá, fico com medo porque só vejo o vazio, nem as estrelas brilha, mas, pelo visto agora estou sozinha e, nem os anjos me querem, mas como amiga. Estou tão só que dá vontade de chorar, mas as lagrimas não saem.

Hoje pude ir ver o jardim, é tão lindo, só que as flores começaram a rodar, e rodar cada vez mais rápido, o chão parece estar mais próximo de mim, tudo escureceu...

Agora estou em um quarto diferente, um quarto branco, tem vários tubinhos saindo dos meus braços, não consigo abrir meus olhos direito, então volto a fechá-los, não vejo mas os anjos, agora vejo o mar, tão lindo, infinito, mergulho nele sem medo - coisa que nunca tive – parece tudo tão bom. Começo a me afogar, socorro, socorro, não vem ninguém pra mim salvar, socorro, meu Deus! Respiro bem fundo e voto ao quarto branco, dessa vez tem muita gente ao meu redor, eles falam desesperados, parecem tentar me acordar, mas eu já estou acordada, por que será que eles ainda chamam o meu nome, não faz sentido, eu respondo, mostro que eu estou acordada, mas, ninguém me ouve. Agora eu vejo os de branco com rostos tristes, mas por que isso? Eu agora me sinto livre, os anjos voltaram, me chamaram para passear entre as estrelas, eu não tenho, mas medo; estou livre. Eu brilho agora tanto quanto uma estrela, e os anjos me levam parecem felizes também.

Chego ao final do caminho, olho tudo de cima e ilumino a todos.

Agora sou uma estrela!