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Olá, Daniel,
Amigo, faz bastante tempo que não nos vemos, hoje estava revirando minha caixa de e-mails e vi uma mensagem que você me mandou há algumas semanas, fiquei muito feliz por saber noticias suas, e contei para turma como você estava, e pensei que seria bom se vier ao Brasil no próximo ano como me disse, marcamos um encontro com todos para contar como tem sido esses últimos 11 anos, nossa!!!!!!! Parece que foi ontem que terminamos o ensino médio, e você foi para longe, sei que Deus tem abençoado seu trabalho por ai, e fico muito contente por isso, Carlos, Jonatas, Carolina, Magali e eu resolvemos te contar algo que aconteceu nos últimos dez anos conosco:
Há uns dez anos a Magali vinha perdendo gradualmente a visão, o que como do nada começou chegou a impedi-la de sair de casa, com medo de tropeçar e cair, e por causa da reação das pessoas diante dos óculos grandes que passou a usar. Ficou meses sem sair de casa, a não ser para ir ao medico, isso por volta do 6º ano da doença ela se sentia sozinha ao passo que se afastou de todos, foi custoso nossa reaproximação, mas graças a Deus, aconteceu.
Em 30 de março de 2007, fomos a casa dela, era seu aniversário de 25 anos, e naquele momento sabíamos que ela não queria festa e que não estava com animo para comemorações, então simplesmente fomos para fazer companhia, havia semanas que não nos encontrávamos, foi um choque vê-la daquela forma, não por causa dos óculos que tanto a envergonhava, mas, pela sua expressão, tinha um enorme rancor, dor e raiva, como se todo mundo fosse culpado pelo seu sofrimento. Então Carlos, Jonatas, Carolina e eu começamos a operação “resgate”. No começo deixamos que ela falasse sobre o que estava passando, depois começamos nós a falar, e a falar sem parar, não sei ao certo a partir de quando, mais ou menos no meio da conversa a vimos sorrir. Fizemos uma torta de chocolate para comemorar, não somente o aniversario dela, ou a nossa amizade, mas também aquele sorriso uma ponta de esperança e alegria que Deus tinha feito ressurgir naquele rosto tão cansado. Fomos lá presenteá-la com a nossa presença, amizade e alguma alegria, mas foi o nosso presente aquele sorriso.
Porém faltava ainda algo, sabíamos que por causa da sua visão ela tinha parado de ler a Bíblia, e nesse aspecto precisávamos fazer algo, e quanto a isso o Jonatas encontrou a solução passando por uma livraria, ele encontrou uma Bíblia em áudio mp3, ajudamos com o valor dela e do aparelho especial para usá-la, e depois do jantar convidamos Magali para fazemos um devocional juntos, ela ficou meio sem jeito quando dissemos a passagem, e demos o controle do aparelho em suas mãos e ajudamos ela a colocar em Mateus 8:23-27. Quando começou a escutar as palavras de Jesus Cristo começaram a cair lagrimas de seus olhos, terminada a passagem, Carlos começou a falar como devemos confiar que Deus está ao nosso lado e que não há nenhuma tempestade que Ele não possa acalmar, por mais que tenhamos medo é Ele que nos faz navegar em calmaria, mesmo quando não enxergamos a saída Ele nos conduz a águas tranqüilas. Agora foram as minhas lagrimas que rolaram, e eu não consigo mais escrever, vou pedi ao Carlos que escreva amanhã para você partindo de onde parei.
Um abraço,
Deus te abençoe!
Carina.
“E, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram; E eis que no mar se levantou uma tempestade, tão grande que o barco era coberto pelas ondas; ele, porém, estava dormindo. E os seus discípulos, aproximando-se, o despertaram, dizendo: SENHOR, salva-nos! que perecemos. E ele disse-lhes: Por que temeis, homens de pouca fé? Então, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se uma grande bonança. E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?”
Mateus 8:23-27